Diferenças que nos fazem crescer

Um projeto realizado em uma escola diferente, que tem como foco atender a pessoas diferentes. Essa é a proposta do Café Terapêutico, projeto criado pelo Professor Billy em 2007 e que, desde então, tem atendido a toda a comunidade do Campo Limpo e regiões vizinhas. E, por que é diferente? Porque as reuniões acontecem no Centro de Integração de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA), uma escola que é aberta ao público e que tem como objetivo promover a inclusão social e atender aos interesses da comunidade.

Em um espaço criado anteriormente para discutir a questão das pessoas com deficiência e como suas famílias lidavam com isso, o Café Terapêutico, tem hoje como foco proporcionar um local de discussão sobre a inclusão de modo geral, não apenas com os pais e alunos com deficiência, mas também com a comunidade, amigos e profissionais interessados. Os encontros acontecem quinzenalmente às sextas-feiras e costumam ser pautados de acordo com as necessidades que são apontadas e/ou percebidas, sendo abordadas por pessoas indicadas, convidadas ou que possuem algum tipo de parceria com o projeto.

Em alguns casos, as reuniões são direcionadas pelo próprio professor Billy, que está sempre presente. O público varia entre alunos com deficiência que devem estar sempre acompanhados de um responsável, pais, alunos sem deficiência, estagiários de pedagogia, ONG’s, inspetoras de alunos, Auxiliares de Vida Escolar (AVEs), convidados (amigos e professores de outras escolas) e Êda Luiz, diretora do CIEJA. “O público alvo hoje inclui qualquer pessoa que possua interesse em colaborar com a construção de uma sociedade realmente inclusiva”, afirma o professor.

Podemos dizer que o projeto expandiu e atraiu muita atenção desde que foi criado, em 2007. A primeira reunião contava com apenas onze pessoas. Hoje o projeto já atende a pelo menos 60 pessoas a cada reunião e é reconhecido como referência em trabalho com pessoas com deficiência na cidade de São Paulo. Grande parte desse sucesso se deve ao fato de que Billy é um apaixonado por inclusão social. Além disso, o CIEJA é uma das escolas mais inclusivas do país, recebe cerca de 285 alunos com necessidades especiais e é a única a realizar reuniões de pais e alunos todas as sextas-feiras.

Os assuntos que são geralmente abordados estão relacionados aos direitos humanos, promovendo um espaço para conversa e trocas de experiências, para que as pessoas se sintam confortáveis em falar com alguém que as compreenda ou que já esteve na mesma situação. “Além de conhecer a escola, eu conheci o grupo do Café Terapêutico e cresci com isso, porque não sou só eu que tenho uma filha especial, existem muitas mães, cada uma com uma criança diferente e a gente aprende com as histórias e se sente feliz por estar aqui”, conta Ligia, mãe de uma criança com deficiência e também aluna da escola.

Mais informações:

Endereço: R. Cabo Estácio da Conceição, 176 – Parque Maria Helena, São Paulo/ SP
Telefone: (11) 5816-3701                                                       

 Horário: 9h30 às 11h.

Alunos, família e comunidade reunidos em manhã de palestra do Café Terapêutico / Foto: Arquivo pessoal.
Alunos, família e comunidade reunidos em manhã de palestra do Café Terapêutico / Foto: Arquivo pessoal.

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