Mirante de Santana carece de cuidados

Bitucas de cigarro, grama por cortar, pichações, lixo, falta de funcionários e até mesmo camisinhas usadas largadas ao chão. Infelizmente, essa é situação da Praça Vaz Guaçu, onde se localiza o Mirante de Santana, principal sede do Instituto Nacional de Meteorologia em São Paulo.

Frequentadores contam que raramente algum técnico comparece no local para utilizar os equipamentos e que as manutenções simplesmente não ocorrem. “Eu venho aqui três vezes por semana e quase nunca vejo alguém entrando no prédio”, diz Caio Salgado, 19, estudante e frequentador da praça. Caio reside nas proximidades do Mirante há 10 anos e afirma que a Prefeitura de São Paulo, responsável pelo local, quase nunca aparece e espera o “mato” crescer abundantemente para cortá-lo, o que leva aproximadamente 6 meses.

Marina Farah, 22, estudante de contabilidade, concorda. “Depois que reformaram, não há manutenção alguma. A iluminação é péssima, a segurança e o acesso por transporte público pior ainda. Sempre ocorrem assaltos, mas a polícia só aparece de sexta feira para ‘implicar’ com os jovens que frequentam a praça.”

Tentamos contato com o responsável pela manutenção da praça, porém, não obtivemos resposta. Ao comparecer no horário informado por funcionários do Mirante, não havia nenhum técnico no local; as edificações e equipamentos estavam desertos. Apesar da situação da Praça ser precária, os equipamentos de meteorologia estão em bom estado.

O Mirante está em funcionamento desde 1929, registrando dados meteorológicos desde 1945. Porém há relatos de que o Padre Landell de Moura teria realizado uma transmissão de rádio para a Avenida Paulista em 1893. No prédio foram registradas as maiores e menores temperaturas da região. A menor sendo de -2,1 °C, em 2 de agosto de 1955 e a maior sendo de 37 °C, no dia 15 de novembro de 1985. O maior acumulado de chuva registrado em 24 horas foi de 114,3 milímetros em 15 de dezembro de 2012. Além da parte técnica, o Mirante é tido pelo Jornal Agora como o melhor ponto da cidade de São Paulo para assistir aos fogos do réveillon da Paulista.

mirante
Praça Vaz Guaçu, Jardim São Paulo – São Paulo, SP / Foto: Gabriela Souza

1 comentário Adicione o seu

  1. Ermandos delacerda disse:

    Ótima reportagem, é preciso mostrar o descaso por parte da prefeitura, descaso pelo que foi dito Durante o ano todo exceto em momentos de grande número de pessoas no local como no réveillon, tudo para não chamar atenção para o descaso e ser tida como boa administradora de recursos publicos, algo que não passa n perto da realidade, parabéns pela reportagem.

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