ONG oferece educação gratuita

Respeito, responsabilidade, afetividade, honestidade e solidariedade. Esses são os valores trabalhados pelo Projeto Âncora em busca da autonomia. E para se chegar a isso, nada de salas de aulas com alunos enfileirados em suas carteiras, voltados à professora no quadro, mas sim, educandos de baixa renda, com diferentes idades, e educadores em espaços variados de aprendizagem, como um circo montado no espaço.

Localizado na cidade de Cotia, na grande São Paulo, o projeto tem um sistema educacional totalmente inovador. O educando que faz o seu próprio roteiro de estudo, guiado pelo educador. Além disso, não há séries e os alunos não são divididos por idades, e sim, por núcleos de aprendizagem: a iniciação, desenvolvimento e aprofundamento. Toda e qualquer criança que entre na escola, vai para a iniciação.

“A iniciação consiste em aprender os princípios do projeto. Já no desenvolvimento, os educandos aprofundam mais o seu aprendizado, já bem definidos por eles os valores da escola. No aprofundamento elas começam a se envolver em projetos complementares de extensão e enriquecimento. Tudo dentro do contexto de comunidades de aprendizagem, portanto, preparados para ingressar no ensino médio”, esclarece Edilene Morikawa, coordenadora pedagógica do espaço.

A ONG, que é sem fim lucrativo e depende de patrocinadores, colaboradores e mantenedores, rompe conceitos da educação tradicional, cujos fundamentos são do século XIX. Ela se assemelha com outro projeto conhecido, a Escola da Ponte, de Portugal, referência mundial no ensino, criado pelo professor José Pacheco, que era um grande amigo do fundador do Âncora, Walter Steurer, que faleceu em 2011.

Toda terça-feira, há visitas semanais guiadas pelas crianças de pessoas interessadas na pedagogia. “São em torno de 200 visitantes por mês. Há também uma vivência para os educadores que queiram saber mais sobre o projeto. Chama-se Transformação Vivencial, em que os profissionais partilham do cotidiano no contexto escolar, durante uma semana no local”, declara Ana Paula Alcântara, assessora do Âncora.

A escola foi reconhecida pelo MEC como um dos 178 projetos de educação inovadores e criativos no Brasil. Hoje são 170 crianças acolhidas no espaço. Os alunos ficam nove horas por dia, com direito a refeição, cultura, biblioteca, pista de skate e esportes. O Âncora existe há mais de 20 anos, quatro anos como uma escola inovadora, que transformou a vida de cerca de 400 jovens, e ainda transforma de cada educando, educadores e visitantes que passam pelo local.

O Projeto Âncora busca inovar o sistema educacional e a autonomia dos estudantes / Foto: Renan Nascimento
O Projeto Âncora busca inovar o sistema educacional e a autonomia dos estudantes / Foto: Renan Nascimento

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