Universitários relatam a experiência de mudar de cidade para estudar

Mudar-se para cursar faculdade longe de casa, é uma das escolhas mais comuns entre os estudantes

O sonho universitário de estudar em uma ótima instituição, e ter um bom emprego futuramente,  é o sonho dos jovens hoje em dia. No entanto, muitas dificuldades estão no meio deste caminho entre o diploma e o aluno. O desafio imposto aos estudantes é o local em que se encontra a Universidade escolhida. Universitários do primeiro ano do curso de Engenharia Ambiental da Universidade de São Paulo (USP), no Campus de Lorena, interior de São Paulo, relatam a falta de estudar perto de casa.

”O processo de mudar de cidade para estudar, é um pouco complexo por conta do trabalho que você tem de mudar seus hábitos e criar outros. Conhecer o lugar propriamente é a parte difícil, adaptar-se a ele, as pessoas, o novo quarto, é totalmente diferente justamente por conta de você estar tão empolgado de fazer algo novo, e isso torna-se uma coisa prazerosa de fazer, é trabalhoso, mas é algo que você realmente quer”, diz Higor Melo, 19, estudante.

Higor mudou-se de Carapicuíba para estudar em Lorena, e já fez intercâmbio estudantil em 2013, por um ano, isto auxiliou o processo justamente por ele não morar em casa por um tempo, desta forma, não foi tão marcante sua mudança por seus pais já estarem habituados a esta situação. Higor afirma que suas despesas mensais não são tão altas porque divide o aluguel e as contas com mais um colega. Seus gastos variam entre R$ 500,00 a R$ 600,00 incluindo todas as despesas básicas.

Stefani Caroline Leite, 19, estudante, é natural de Iperó, interior de São Paulo e afirma que é difícil não conviver com os pais diariamente porque não os tem para fazer tudo para ela: ”Eu tive que fazer tudo sozinha e me adaptar, mas em questão de sentimentos, eu percebi que estou bem mais amorosa e não tenho tantas brigas.” Pergunto ainda quais as liberdades que ela tem dividindo a casa com outros colegas: ”Eu tenho bastante liberdade, mas existem algumas regras para ficar organizado e não rolar brigas entre os moradores”, relata.

Já o estudante Henrique Lima, 19, é de Taboão da Serra, não acha tão difícil conviver sem os pais: ”Claro, não é a mesma coisa que antes, eu tinha minha mãe para fazer minha comida, lavar minhas roupas, e sempre que eu precisava de algo eu falava com meus pais. Depois que mudei, tive que ser um pouco mais independente e aprender a me virar. Minha mãe está bem presente na minha vida, e sempre que vou a São Paulo, ela me manda arroz feito, feijão congelado, lasanha congelada para esquentar em casa depois. E mesmo assim, sempre falo com meus pais todos os dias, portanto, é difícil, mas nem tanto”, diz.

Henrique completa dizendo que não divide quarto, mora em um pensionato que ao estilo Kitnet, e todos tem sua suite, e sente que tem bastante liberdade e não precisa dar satisfação para ninguém. Os estudantes cada vez mais pretendem descobrir sozinhos como é esta exploração do mundo e de seus desafios, e como isto pode ajudar a melhorar tanto sua relação com os pais, quanto ajudar a conhecer novas pessoas, costumes e lugares.

Higor Melo, Universitário da USP de Lorena - SP / Foto: Arquivo pessoal
Higor Melo, Universitário da USP de Lorena – SP / Foto: Arquivo pessoal

 

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