Terapia ocupacional: a profissão que transforma

A área, apesar de pouco conhecida, auxilia na qualidade de vida de muitas pessoas

O profissional de terapia ocupacional atua na área da saúde, educação e no campo social. Seu papel fundamental é possibilitar o alcance da autonomia e independência de pessoas que, por razões diversas, possuem problemas físicos, sensoriais, cognitivo ou psicossociais, que ocorreram no nascimento ou que tenham desenvolvido ao longo do tempo.

A terapeuta ocupacional Camilla Zavarizzi conta que o objetivo geral é a qualidade de vida e a inserção ou reinserção de um indivíduo na sociedade, seja na escola, na família, na comunidade em que vive, na vida profissional, de forma que o paciente se torne o mais independente possível.

A área lida com o fazer humano. Isso significa que desde o nascimento até a terceira idade, a terapia ocupacional está inserida em coisas banais do cotidiano. “Os recursos terapêuticos utilizados pelos profissionais são as atividades de vida diária, ou seja, são tarefas simples do dia a dia, como limpeza e higienização pessoal até coisas como ir ao banco, conseguir pagar uma conta sozinho, entre outras diversas ações. Também são consideradas atividades as de lazer, sejam elas artísticas, que envolvam trabalho e o brincar no caso das crianças”, explica a terapeuta.

A profissão também utiliza recursos de tecnologias assistivas, que são adaptações utilizadas em utensílios, mobiliários, softwares, entre outros, visando facilitar as atividades cotidianas. Além disso, atua em trabalhos em grupos, por exemplo, ao compartilharem experiências e percebendo quando alguém evoluiu, cada um começa a tomar como lição as melhoras do próximo.

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A terapia ocupacional transformas vidas porque ajuda as pessoas a desenvolverem a independência cotidiana e as insere na sociedade. Foto: Gabriella Zavarizzi

São estudados desde os aspectos biológicos do corpo humano ao contexto social que a pessoa está inserida, e também aspectos econômicos e políticos envolvidos. Com essa bagagem de conhecimento, o terapeuta ocupacional analisa os problemas que os pacientes enfrentam e com isso estuda e trabalha para estruturar, indicar e treinar atividades de vida diária que eles querem, precisam e ajuda com tarefas que a sociedade espera que eles façam.

Através de seus recursos terapêuticos, o profissional procura encontrar potencialidades em cada pessoa de forma que elas possam descobrir novas habilidades para que se (re)signifiquem em sua situação ocupacional. “O seu papel social faz com que você se reconheça e que seja reconhecido. As atividades são importantes para a sua identidade e para o olhar do outro”, conclui Camilla.

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