Sexo na gravidez

Não há restrições para o sexo durante a gestação; as atividades sexuais podem ocorrer nos três trimestres.

Muitas grávidas e seus parceiros possuem dúvidas sobre o sexo durante a gravidez. Os médicos não contraindicam esse ato, se a saúde da mãe e do bebê não estiver em risco. Entretanto, é preciso que alguns cuidados sejam tomados.

Nos primeiros meses da gravidez, algumas mulheres estão lidando com os sintomas, náuseas, vômitos e extremo cansaço estão presentes nesse período. Além disso, o casal está absorvendo a novidade e o medo de machucar o bebê e interromper o processo da gestação aparece. É necessário que os pais possam ir juntos ao ginecologista e tirem todas as dúvidas.

“Muitas mudanças acontecem rapidamente no corpo da mulher quando ela está grávida. Mudanças cardiovasculares, sanguíneas, corporais, respiratórias, além da pele, cabelo e unhas. É um turbilhão hormonal e consequentemente emocional. Isso tudo influencia a libido para melhor ou pior”, explica a ginecologista e diretora da clínica Gergin, Barbara Murayama.

As alterações físicas que a gravidez traz à vida da mulher, também faz a diferença na hora do sexo. Os seios ficam maiores e mais sensíveis, o excesso de sangue e líquido circulando pelo corpo inundam os tecidos vaginais e os hormônios da gravidez deixam a vagina mais lubrificada.

O pênis não possui qualquer contato com o neném, o tampão mucoso fecha o colo do útero, impedindo a entrada de bactérias, existe também o saco amniótico que está envolvido no feto. Mas o uso da camisinha é indispensável, já que evita a contaminação de infecções.

“O esperma não prejudica o bebê, nem aumenta contrações. Qualquer doença sexualmente transmissível pode ser contraída na gestação e grávidas tem a resistência do organismo mais baixa naturalmente, então, é recomendado uso de preservativos para evitar doenças”, diz Barbara.

Somente em alguns casos específicos, como sangramento durante a gravidez e risco de parto prematuro, exigem que a relação sexual seja evitada. Segundo Barbara, nesses casos, o pênis pode encostar no colo útero e gerar cólicas e demais problemas, mas só o obstetra de cada mulher pode passar as recomendações mais precisas.

Melhores posições

No começo, qualquer posição pode ser realizada tranquilamente, o abdômen da mulher não pode ser muito pressionado, o parceiro deve tomar cuidado quanto a isso.

No segundo trimestre da gestação, a mulher já se sente mais confortável com a barriga, e as atividades eróticas podem fluir, desde que sejam confortáveis, principalmente para a gestante. “Entre os três e seis meses, a barriga já aparece, a mulher se sente bonita, as alterações cardiovasculares já se acomodaram e há ausência de enjoos. Costuma ser o período de maior libido”, afirma Barbara. Nesse momento, o casal irá usar a criatividade para adaptar posições e criar novas, desde que sejam toleradas, pois a barriga está maior.

Nesse período, deve-se poupar a barriga de situações perigosas. No entanto, as posições recomendadas são as de lado, ou em pé. Se for confortável, a de quatro também pode ser feita, desse modo, a mulher deve apoiar o peso do corpo nos braços, e os movimentos devem ser mais suaves.

Nas posições de lado, chamadas “conchinha e colher”, é melhor que ambos estejam deitados do lado esquerdo, pois do lado direito existe a veia cava, veia que transporta sangue para o bebê e deve ficar livre de pressão. Nessa posição, a mulher pode ficar de frente ou de costas para o companheiro.

A mulher por cima e de frente ou de costas para o parceiro, quando sentados, são maneiras agradáveis de se ter relação. Quando o homem estiver por cima, na posição chamada “papai e mamãe”, é melhor que ele fique de joelhos, assim não depositará seu peso sobre o corpo da mulher. Nesse caso, colocar uma almofada atrás da costas para aliviar a pressão é uma boa opção para a gestante.

Nos últimos meses da gestação, aumenta-se a dificuldade na relação. “O terceiro trimestre varia muito, com a barriga já grande. Algumas podem ter cansaço, dificuldade para encontrar posição para dormir e para fazer sexo. Pode haver queda na libido. Mas tudo isso é muito variável. Mulheres que estão tendo gestação tranquila, sem complicações, dentro de uma ambiente estável emocionalmente, geralmente mantêm um desejo sexual satisfatório durante os 9 meses”, confirma Barbara.

Sensações boas são passadas para o bebe após o sexo, por esse motivo, quando a mulher alcança o orgasmo, seus batimentos ficam acelerados e isso reflete na criança. Muitas observam que o neném fica mais agitado ou mais calmo após o ato, mas é totalmente por conta das atividades hormonais.

Pixabay
Foto: Pixabay

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