Cena cover ganha espaço na noite paulistana

Você já se pegou imaginando como seria voltar no tempo e poder assistir a shows de grandes bandas e artistas do passado, como os Beatles, Nirvana e Elvis Presley? Bom, enquanto a máquina do tempo ainda não for inventada, você pode optar por outra experiência não tão autêntica, mas quase tão boa quanto: as bandas cover. Cada vez mais populares na noite paulistana, esses shows são verdadeiros tributos às bandas e artistas do passado, onde a principal meta é recriar a experiência das apresentações como elas eram com o maior nível de semelhança possível.

Para isso, os artistas fazem uma caracterização completa do músico homenageado, que vai desde o vestuário até os instrumentos, tudo para entregar aos fãs uma experiência completa. Márcio Henrique de Aguiar, 43 anos, conhecido como Elvis da Paulista por se apresentar na principal avenida paulistana, conta que a caracterização para se transformar no Rei do Rock não é nada simples. “Cover de Elvis, pra trabalhar em alto nível, precisa de muitas horas por dia de treinamento. Os figurinos são muito caros, então depende de um investimento muito alto”, explica o artista.

Já Mario Leinfelder, 36 anos, vocalista do Nirvana Cover Brasil, tem menos trabalho para incorporar Kurt Cobain, vocalista da banda de grunge Nirvana, morto em 1994. “O fato de já ter a fisionomia do artista me deixa à vontade para experimentar novos figurinos que, por conhecer bem o íntimo que o Kurt tinha, me faz acreditar que ele usaria certa roupa”, explica Mario, que já chegou a receber elogios de um ex-membro do próprio Nirvana. Mario acredita que o sucesso das bandas cover no Brasil se deve ao fator cultural do país e pela escassez de shows internacionais por aqui. “Em alguns países da Europa e nos Estados Unidos, esse tipo de trabalho chega a ser ridicularizado”, diz.

Mas a cena cover em São Paulo não se limita apenas a tributos às bandas extintas. Grupos ainda na ativa também são homenageados. Clifferson Araujo, de 34 anos, é guitarrista da Skin and Bones, tributo à banda Foo Fighters. Cliff, como é conhecido, acredita que tributos às bandas ativas acabam dando mais trabalho que os de bandas extintas. “Penso que a cobrança é maior no caso da banda ainda estar na ativa, pois quando eles lançam um novo álbum, a banda cover tem de estar atenta e acompanhar, senão acaba ficando pra trás”, opina Cliff.

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Reprodução site oficial Nirvana Cover Brasil

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