Brasileiros buscam no intercâmbio aprender novas línguas e se profissionalizar

Segundo dados da Belta, mais de 1,5 bilhões de dólares já movimentaram o setor no país

A importância de um segundo idioma tanto no campo profissional, quanto na formação educacional de alguém têm crescido nos últimos anos. Desta forma, realizar um curso de idiomas fora do Brasil é uma das várias maneiras de conhecer novas culturas, além da didática em si.

Atualmente, o mercado conta com uma quantidade considerável de escolas que atendem aos alunos brasileiros que querem estudar fora por algum período. Dentro das opções oferecidas para o estudante, três tipos são mais comuns: Intercâmbio em casa de família, Au Pair e curso de idiomas comum.

No primeiro, o intercâmbista mora com uma família enquanto estuda; o segundo trata de um programa no qual o estudante trabalha como cuidador de crianças na casa em que ficará hospedado; já o terceiro é um programa com duração mínima de duas semanas para se dedicar ao estudo do idioma escolhido. Neste tipo, o aluno apenas estuda.

Uma pesquisa da Associação Brasileiras de Operadores de Viagens Educacionais e Culturais (Belta) realizada em 2011, apontou que o número de estudantes brasileiros no exterior girava em torno de 215 mil, movimentando mais de 1,5 bilhão de dólares. A previsão para os anos seguintes é que esse número aumente ainda mais.

A bancária Vera Yoshida sentiu a necessidade de fazer um curso de línguas quando seu marido começou a trabalhar em uma multinacional americana, e as viagens para os Estados Unidos passaram a acontecer com maior frequência. 

No entanto, quando seu filho se formou em cinema e decidiu fazer uma especialização em Nova York, ela resolveu sair do curso e fazer um intercâmbio na mesma cidade. Ao todo, foram seis meses de estudos na cidade americana. “O aprendizado lá fora é muito maior, em parte devido à convivência com pessoas que, mesmo de outras nacionalidades, só tem o inglês para se comunicar”, conta.

Os métodos de ensino, segundo ela, são bem diferentes quando comparados às escolas brasileiras. As aulas tinham quatro horas de duração cada e aconteciam diariamente. O foco era gramática, interpretação e elaboração de textos.

O curso atendeu às expectativas de Vera, que o define como um “divisor de águas” em relação ao aprendizado. Mesmo assim, ela acredita que alguns pontos podem ser melhorados. “O único ponto negativo é que temos que decidir aqui no Brasil, o tempo, o curso e a escola que vamos estudar. O pagamento deve acontecer antecipadamente”, diz.

“Com o contrato assinado, visto concedido e curso pago não é possível fazer qualquer tipo de mudança caso não goste da escola ou dos métodos. O melhor seria fazer todo o processo sem intermediários”, acrescenta a bancária.

Vera e seus colegas de classe  durante o intercâmbio nos EUA / Foto: Arquivo Pessoal
Vera e seus colegas de classe durante o intercâmbio nos EUA / Foto: Arquivo Pessoal

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