Os bazares das “vovós” invadiram o mundo virtual

Como uma forma de saída para quem quer economizar, os brechós têm se tornado uma ótima opção. A prática do desapego e da compra de objetos usados é bem antiga e hoje, além dos lugares físicos, podemos contar também com espaços online que permitem a troca e venda de mercadorias.

Aquilo que não é mais utilizado por uma pessoa, pode ser utilizado por outra e ser adquirido por um preço bem menor. Outra opção é a troca por alguma outra coisa. Para isso, a ajuda da tecnologia é bem-vinda: aplicativos, perfis no Instagram e, principalmente, grupos no Facebook são necessários para que esse tipo de comércio se movimente.

Páginas segmentadas por públicos, região, produtos, universidades, etc., são bombardeadas a todo o momento com postagens oferecendo roupas, sapatos, móveis, doces, maquiagem, óculos, relógios e quitutes. Lugares públicos geralmente são usados como ponto de encontro para as entregas das mercadorias – principalmente as linhas de metrô.

A consultora de imagem e estilo, Maria Fernanda Penalva, criou o “Brechó da Anhembi Morumbi’’ , com o objetivo de facilitar as trocas e vendas próximas à universidade que estuda, mas seu grupo cresceu e hoje passa de 16 mil membros.

“Quando criei a página, fiquei até triste, pois contava apenas com 36 membros e achei que não iria crescer. Hoje muita gente tem acesso ao Brechó. Acho que facilita a vida pelo fato de ajudar uns aos outros em desapegar daquilo que não se usa mais. O complicado é lidar com pessoas sem caráter que usam a página para querer trapacear”, afirma Maria.

As negociações são feitas de maneira prática e rápida. No Facebook e Instagram, por exemplo, quem se interessar pelo produto postado, comenta a publicação. Caso mais de uma pessoa se interesse pelo mesmo produto, ficam na fila para obtê-lo
caso haja desistência de quem se interessou primeiro.

A publicitária Mariana Casita, participa de dez grupos de brechós e desapegos online. Toda semana adquire novos produtos. Além de comprar, ela também vende algumas coisas, como roupas e acessórios.

“Semanalmente, gasto entre R$60,00 a R$100,00 nos brechós, compro sapatos, livros e maquiagens. Nunca cheguei a fazer as contas de quanto economizo, mas sei que economizo, sem contar que os produtos que adquiro aqui geralmente não encontro nas lojas. Vale muito a pena!”, afirma a publicitária.

Com a situação econômica instável, um freio no consumismo se faz necessário para o controle dos gastos, mas o brasileiro mais uma vez deixou sua criatividade falar mais alto ao se reinventar para contornar o cenário crítico.

Foto: Pixabay

 

 

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