Adotar é opção para que deseja ter cães em casa

Deseja ter um pet, mas comprar um animalzinho não é uma alternativa viável? A adoção, além de ser uma prática solidária, é uma possibilidade bem mais barata. O último senso feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que de cada 100 famílias, 44 têm cachorros em suas moradias, enquanto 36 têm crianças.

De acordo com os dados de 2013, existem 52 milhões de cães nos lares brasileiros, entretanto, os números podem dar uma falsa impressão. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que no território nacional, existam 20 milhões deles abandonados nas ruas.

Mas uma prática tem se tornado um hábito dos brasileiros: adotar em vez de comprar animais de estimação. Foi o que a estudante de administração Paloma Dias fez após a morte de seu outro pet. “Após minha outra cachorra, Preta, morrer devido a um câncer, adotei a Lola. Sempre tive cachorros, desde a minha infância, então não foi difícil tomar essa decisão”, revela Paloma.

Porém, a estudante nunca havia adotado legalmente um animal e foi através de uma rede social que conheceu um grupo que encontrava um novo lar para alguns animais.

O Focinhos do Taboão é uma equipe de protetores de animais que realiza um trabalho conjunto com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Taboão da Serra, cidade da grande São Paulo.

Seis voluntárias integram o time de protetoras. Caroline Wieczorek é uma delas e contou como a iniciativa nasceu. “O Focinhos surgiu em setembro de 2014, mas estamos juntas há quase dois anos e todas já faziam trabalhos com animais há um bom tempo”, diz.

O trabalho começou dentro do CCZ de Taboão e agora Carolina e suas amigas ajudam também alguns abrigos, porém o recolhimento de animais abandonados não é realizado. “Orientamos na guarda responsável contra maus tratos, indicamos veterinários amigos com preços acessíveis, divulgamos animais no Facebook e participamos de feiras de adoção. Se a pessoa adota conosco, damos todas as orientações necessárias e tiramos as dúvidas sempre que necessário”, explica.

Em contato com uma das voluntárias do grupo, Paloma passou por uma entrevista até assinar o termo de adoção, documento no qual ficam registrados todos os dados do novo dono. O papel garante a responsabilidade pela castração do cãozinho, cuidado e integridade física e psicológica do animal.

O processo de acolhida de um cão requer dedicação. Há o período para o animal se acostumar com o novo lar e com sua nova família e, dependendo da idade do pet é preciso ficar atento as vacinas necessárias.

Durante e após o processo, as voluntárias do “Focinhos do Taboão” ficam em contato com os atuais responsáveis pelo animal. “Mantemos esse relacionamento por um período e depois espaçamos esses, mas os adotantes sempre mandam notícias dos pets”, comenta Carolina.

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Foto: Pixabay

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