Surf adaptado possibilita inclusão social

“Quando estou em cima da prancha, tenho a sensação de liberdade e adrenalina. O surf é essencial na minha vida, pois foi a partir dele que conquistei minha independência física e social. Eu tenho mielomeningocele, mas quando estou surfando a única coisa que penso é no esporte. É fantástico ”, comenta Carolina Fusch, que pratica o surf adaptado.

O surf adaptado é uma vertente do surf tradicional e é praticado por deficientes. Qualquer pessoa com qualquer tipo de deficiência pode praticar. Não existe restrição de idade, porém, crianças só podem praticar o esporte depois dos quatros anos de idade.

Luiz Phelipe, Fisioterapeuta e membro da ONG Adptsurf comenta: “Os equipamentos usados nesse tipo de aula são adaptados de acordo com a necessidade individual de cada surfista, levando em consideração o tipo de deficiência e grau de mobilidade. O surf adaptado não só ajuda na inclusão social, como também na melhora da auto estima, força, equilíbrio, independência e socialização”.

A sede da ONG Adptsurf  fica localizada no Rio de Janeiro, e foi fundada em 2007. Ela tem como objetivo divulgar e desenvolver o surf adaptado . A ONG criou o Circuito Adaptsurf, que é o primeiro circuito do país para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

No Brasil, a modalidade não é muito difundida, porém, muitas escolas de surf já fazem o trabalho de inclusão social por meio do esporte. Há surfistas adeptos pelo mundo todo, e o pioneiro por aqui foi Alcindo Pirata, que além de começar o esporte, ainda criou seu estilo próprio, ajustando-se completamente ao surf. Alcindo é o primeiro campeão mundial de surf adaptado.

Socialização, interação com a natureza e reabilitação, são as propostas dessa vertente do surf. A prática do esporte ao ar livre e em contato com a natureza, é uma excelente ferramenta de inserção e socialização do deficiente na sociedade, e ela  é possível pois as atividades são em grupos com várias pessoas diferentes. O surf também pode funcionar como uma forma de reabilitação para as pessoas com mobilidade reduzida.

O mar, as ondas, a areia e o verde, trabalham como estímulo ao aluno, propiciando inúmeras sensações e experiências, além de fazer senti-los a liberdade, superação e independência. Alguns atletas descobrem sua aptidão ao esporte adaptado, devido o seu desempenho.

“Fui campeã do Circuito Adaptsurf por dois anos consecutivos, 2013 e 2014. Treinava todo final de semana, cerca de duas a três horas. Tive uma preparação física e psicológica intensa, mas a recompensa de ganhar é super especial”, comenta Camila Fusch.

Aula debsurf adaptado no Rio de Janeiro / Foto: ONG Adaptsurf
Aula de surf adaptado no Rio de Janeiro / Foto: ONG Adaptsurf

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