Stranger Things: patamares nostálgicos e inovadores

Foram necessários oito episódios para criar uma das melhores séries já feitas sobre o gênero Terror, Drama e Suspense. Criada pelos irmãos Matt e Ross Duffer e distribuída pela Netflix em 2016, Stranger Things consegue chegar à patamares nostálgicos e inovadores em quase todos os seus aspectos: Fotografia, Roteiro, Atuação, Ambientação, e Trilha sonora.

Sinopse: Ambientada no ano de 1983, Stranger Things decorre na fictícia cidade de Hawkins, Indiana, onde um garoto de 12 anos desapareceu misteriosamente sem deixar rastros. Enquanto procuram por respostas, a polícia local, a família e os amigos do menino acabam mergulhando em um extraordinário mistério envolvendo um experimento secreto do governo, forças sobrenaturais e uma garotinha estranha.

A obra faz referência aos grandes clássicos dos anos 80, e ainda vai muito além disso. É possível perceber características que remetem ao filme de animação japonesa Akira; elementos de filmes clássicos como ”Os Goonies”, ”Conta comigo” e também ”Poltergeist”. O espetáculo aqui é utilizar artifícios em primeiro momento dados como clichês, e depois enriquecê-los com novas formas de exploração e criação. Os aspectos técnicos são impecáveis, câmera sem exageros, luzes contrastadas com o ambiente, trilha sonora moderna e nostálgica, e cortes precisos entre um episódio e outro.

 Inicialmente, o roteiro não apresenta algo grandioso, porém, no decorrer da história tudo fica mais complexo, bem amarrado, claro e bem orquestrado. É uma perfeita amostra de um bom trabalho. A transição das cenas e o modo como é despertado o senso de curiosidade do espectador também é um ponto a ser elogiado, isso porque a história não revela seu mistério logo de cara, e sempre cria artifícios para outras hipóteses serem levadas por olhos mais atenciosos.

A computação gráfica é um pouco superficial, especialmente em momentos que envolvem cenas noturnas e cenários mais complexos. A atuação das crianças é regular, porém, Eleven (Millie brown), possui um grande talento, e sempre se destaca. A amizade do grupo de atores aos poucos ganha naturalidade e passa a sensação de terem criado laços firmes ao longo das filmagens.

No geral, a série é muito mais que apenas saudação aos anos 80, é também um enorme passo à criatividade, inovação e um novo jeito de explorar situações dadas como saturadas e esquecíveis pelo público. Os seus pontos fortes se sobrepõem aos seus defeitos, e mesmo tendo seus deslizes iniciais, ainda consegue deixar quem assiste satisfeito, curioso e impressionado com a qualidade da série. Stranger Things já foi confirmado para uma segunda temporada, e tem data de estreia para 2017 também pelo serviço de streaming Netflix.

Foto: Divulgação

 

 

 

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