Reeducação alimentar possibilita uma vida mais saudável

Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 50% da população brasileira está acima do peso

O pouco tempo que as pessoas têm atualmente para dedicar-se a uma alimentação equilibrada, aliado a facilidade em achar comidas rápidas nas ruas, constrói o cenário perfeito para uma nutrição desregrada.

Recentemente, o Ministério da Saúde mostrou um diagnóstico do brasileiro a partir de questionamentos sobre os hábitos como tabagismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas, alimentação e atividade física. A pesquisa realizada com 41 mil pessoas em todo o país apontou que 52,5% da população tem sobrepeso e 17,9% está obesa.

Ter uma alimentação saudável e manter-se fisicamente ativo são pontos fundamentais para a saúde e o bem-estar e ambos desempenham um papel fundamental na qualidade de vida.

O consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras saturadas, sódio e açúcares podem desencadear uma série de problemas em todo o corpo. Contudo, é preciso ficar claro que o problema não esta no que se come, mas em como a má alimentação acontece.

Para isso, não é necessário deixar de comer determinados itens. A reeducação alimentar é o ponto inicial para uma vida saudável. A ingestão de variados nutrientes é de extrema importância para essa mudança de hábito.

Frutas, vegetais, porções de leite, queijo ou iogurte, alimentos ricos em proteínas como peixe, carne e leguminosas ou ovos, carboidratos como pão, massa, cereais, arroz e trigo são algumas das comidas que devem estar presentes em nossa mesa.

A cuidadora de idosos Bruna Almeida sempre teve a alimentação desregrada e compulsiva, até que começou a apresentar problemas graves de coluna, compressão do nervo e glicose alta. “Em uma das consultas para tratar as dores nas costas, um médico me disse ‘ou você emagrece ou vai morrer’. Foi o choque de realidade que faltava para começar a me tratar”, conta.

Desde o início, ela teve o acompanhamento de um profissional. “Procurei um endocrinologista de confiança e iniciei o tratamento. No começo, por estar bem acima do peso, com 105 kg, tive a ajuda de ansiolíticos, até por eu ter um quadro depressivo também”, diz.

Após 10 meses, 29 kg foram deixados para trás, resultando em diferenças significativas no dia a dia da paciente. A qualidade de vida e o bem-estar são as principais mudanças do processo. “A gente respira e dorme melhor, tudo melhorou sem a carga do sobrepeso nas costas”, afirma.

Bruna conta ainda com a ajuda de grupos de reeducação alimentar que auxiliam em suas dúvidas por meio do contato com personal trainners, vídeos de atividades, tutoriais de incentivo e outras dicas.

Atualmente, ela pesa 75kg, peso compatível para sua altura de 1,74m. Por isso, daqui em diante não pretende perder mais peso. “Agora estou no período de manutenção com atividade física e ginástica localizada para combater a flacidez e definir os músculos”, conclui.

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Prato de salada de alface / Foto: Pexabay

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