Projeto oferece aulas de bateria a pessoas com deficiência

Fundado em 2008, o Alma de Batera já atendeu mais de 300 alunos com algum tipo de limitação

Você já conheceu um baterista deficiente? Pode parecer algo improvável, mas no Alma de Batera os alunos superam as dificuldades e fazem um som de verdade. O projeto foi fundado em 2008 pelo músico e pedagogo Paul Lafontaine com o objetivo de incentivar o potencial e a autoestima de pessoas com deficiência.

Segundo Paul, o Alma de Batera atende pessoas independentemente da deficiência. Há alunos com Síndrome de Down, autismo, paralisia cerebral, Síndrome de Williams e outros. As aulas são semanais, baseadas em métodos básicos de bateria, com exercícios de coordenação motora e musicalização, sempre respeitando o tempo e processo de aprendizagem de cada um. “A música faz parte da vida de qualquer ser humano e não é diferente para quem tem algum tipo de deficiência. Todo instrumento é uma ferramenta para aflorar a criatividade e expressar sentimentos, mas geralmente para esse público é utilizado como um processo de reabilitação, musicoterapia”, afirma.

“O Alma de Batera resgatou a confiança e a capacidade do Fran para melhorar a ansiedade, coordenação motora e espalhar amor e carinho”, conta Maria Rita Drummond, nutricionista aposentada e mãe de Francisco Amantea Neto, ou apenas Fran, de 33 anos, que tem deficiência intelectual causada por hidrocefalia.

Para ela, as aulas também são uma forma de inclusão, pois dão ao deficiente a oportunidade de conhecer suas habilidades e desenvolver, assim, seu papel cidadão em uma sociedade inclusiva. “A arte em geral auxilia na valorização das relações humanas e proporciona autoafirmação e autoestima para a construção de uma sociedade igualitária”.

Os alunos sempre surpreendem e todos conseguem se superar e chegar a bons resultados. “O mais legal não é só a questão de fazer a atividade, mas a forma como a música atua no sentimento deles, a importância da musica na vida deles”, diz Paul.

Durante sua formação em pedagogia, o idealizador percebeu a necessidade de atender a uma demanda de interessados que ainda não tinha a oportunidade de aprender o instrumento. Em oito anos de história, mais de 300 alunos entre 7 e 50 anos foram atendidos. Hoje, por falta de patrocínio, há apenas alguns estudantes pagantes em atividade. Sem local fixo, o projeto funciona em São Paulo de maneira itinerante, visitando instituições e centro culturais. Doações podem ser feitas pelo site http://www.almadebatera.com.br.

O aprendizado é capaz de resgatar a autoconfiança das pessoas com deficiência / Foto: ILana Bar

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