Idioma novo, carreira renovada

Aprender um idioma diferente para conseguir o emprego dos sonhos. Esse tem sido o caminho escolhido por alguns profissionais para se destacar no mercado de trabalho, cada vez mais concorrido. E para quem quer ser visto com outros olhos na hora da entrevista, investir em línguas orientais, como japonês, coreano e mandarim, pode ser a garantia da vaga, já que estas não são tão procuradas por conta do nível de dificuldade.

Edson Fukumitsu, coordenador de uma escola de idiomas, conta que, entre os que procuram esses cursos para fins empresariais, estão funcionários de empresas coreanas ou chinesas. “No mandarim também temos muitos alunos jovens matriculados pelos pais, que acreditam ser um bom curso para o futuro dos filhos”, explica.

A professora de japonês Meiri Onishi, explica que a maioria de seus alunos são adolescentes que gostam da cultura japonesa e por isso querem aprender a língua. “Também tenho alunos que estão aprendendo para ter um currículo mais atraente. Geralmente, esses alunos estudam para fazer o teste de proficiência em japonês”, afirma (o teste de proficiência é um documento válido internacionalmente que comprova o nível de fluência na língua).

Douglas Cruz, é um dos alunos da professora Meiri. Ele se formou em relações internacionais em 2015 e, além do japonês, também faz cursos de espanhol, alemão e russo. “Por conta da minha profissão, tenho que saber falar muitas línguas. Gosto muito de aprender aquelas que as pessoas não procuram”, explica. Ele conta que o japonês já faz diferença em sua vida. “Já participei de uma entrevista de emprego em que tive destaque por conta do curso e, hoje, no meu trabalho, tenho que conversar com clientes japoneses. Quando escrevo e-mails em japonês, eles ficam felizes por ver meu esforço”.

Edson concorda. “Quando as pessoas vêm seu esforço para falar a língua delas, se tornam mais receptivas. Tenho um aluno que trabalha em uma empresa coreana e que sempre recebe elogios de seus colegas por tentar falar a língua deles. Isso é muito positivo para qualquer profissional. Falar uma língua que não seja tradicional pode acrescentar muitos pontos na carreira”, completa.

*Publicado originalmente no jornal Expressão

Investir em uma língua que não seja convencional pode garantir a vaga de emprego / Foto: Amanda Cardoso
Investir em uma língua que não seja convencional pode garantir a vaga de emprego / Foto: Amanda Cardoso

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