Resenha: A senhora da Van (2015)

Lançado em 2015 nos Estados Unidos, e em 2016 no Brasil, a Dramédia, que vem aos poucos conquistando o público em festivais e premiações, carrega um enredo que expõe como é a vida de um morador de rua e as dificuldades de sobreviver em uma sociedade fria e preconceituosa.

O filme retrata a vida de uma senhora sem teto que vaga pelas ruas de Londres com sua van. Ao incomodar os vizinhos com seu vagueio diário, ela é proibida de estacionar nas ruas próximas e acaba sendo ”acolhida” por um morador que acaba de se mudar para o bairro e passa a ter uma convivência frequente com a idosa.

O roteiro é bem adaptado do livro de mesmo nome, sendo praticamente um ”remake” – isto se levarmos em conta que essa história já foi contada em diversas plataformas.

A fotografia é cinzenta a maior parte do tempo, e contrasta com roupas e quadros amarelos que fazem alguns momentos serem inesquecíveis e belos ao olhar do público. A narração também se destaca, pois, além de dar detalhes mais precisos para a história, consegue enfatizar características de certos personagens, por exemplo, a vida dos moradores do bairro.

A atuação de Maggie Smith é o destaque do longa. Sua transição entre cenas de comédia e drama é fantástica e consegue dar peso e leveza para a história, transmitindo calma, fraqueza e saudosismo ao espectador, além de algumas cenas serem emocionantes, é quase doloroso assistir os momentos mais tristes da personagem.

O ponto alto da obra é o mistério que a tal ”Senhora da Van” carrega. As personagens estão o tempo tentando descobrir pequenas pistas sobre seu passado antes de acabar morando na rua, e tentando influência-la a falar mais a respeito disso. O destino que ela carrega afirma em patamares concretos que a vida é muito mais do que apenas uma grande tragédia ou comédia, é também um eterno desafio por reconhecimento, apego, família e amizade.

O público que não gosta do gênero dramático e mais teatral pode estranhar este filme, e acabar por não gostar de assisti-lo. No entanto, o público mais sensível e mais compreensível com o tema vai adorar descobrir os pequenos prazeres e observar como é sociedade em que vivemos quando se trata de minorias.

Foto divulgação

 

 

 

 

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