Ensaio fotográfico expõe tabus sobre o corpo feminino

Em um dia ensolarado típico de Recife, Isabelle Marinho começa mais um ensaio do seu projeto Vem Florir. Antes de iniciá-lo, ela conversa com as modelos para conhecer suas trajetórias, seus gostos e seus relacionamentos. Segundo a fotógrafa essa é a parte que mais gosta, é um meio de “quebrar o gelo” e ganhar a confiança das meninas. Para entrar no clima, a paisagem é invadida pelo som de alguma música, as modelos escolhem a trilha sonora que embalará seus ensaios, mas algumas deixam para Isabelle decidir. Ela comenta que a escolha é sempre sensual e pura.

Algumas modelos começam a tirar as fotos com roupa íntima e ao longo do ensaio vão se libertando, empoderando-se e aderindo ao manifesto que é o objetivo de todo o projeto. Isabelle sempre pede para as modelos dançarem e se divertirem com a sessão. Como objeto essencial dos ensaios, as flores projetadas sobre o corpo fazem parte do protesto e embelezam ainda mais o ensaio.

“As flores que uso no projeto sou eu que fotografo. Como sou apaixonada por elas, em qualquer lugar que passo saio fotografando, quando vejo uma plantinha pelas ruas, na casa dos vizinhos, na minha casa, sempre tô ali com a minha câmera. Mas também uso algumas dos Orquidários que temos aqui em Recife, estou sempre visitando e fotografando as orquídeas”, completa Isabelle.

As flores que são projetadas sobre o corpo deram origem ao nome da iniciativa –  Vem Florir -, a ideia é  comparar o crescimento feminino com o das plantas, desde a semente até o desabrochar, e também no perfume e na beleza. Como a mulher em suas fases, as plantas mudam constantemente, desde a pequena semente até o desabrochar.

Criado há um ano e sete meses, o movimento artístico é também um protesto para qualquer forma de violência contra a mulher e surgiu com a necessidade de discussão do manifesto contra a sexualidade do corpo feminino ante a censura dos seios nas redes sociais e principalmente sobre as agressões sofridas no dia a dia.

“Busco quebrar o paradigma da imagem machista que existe há milhares de anos. A forma que as pessoas veem a sexualidade do corpo feminino é muito grosseira e ignorante. Quero provar que nosso corpo pode ser mostrado, sim. O corpo fala sobre quem somos, conta nossas histórias”, explica Isabelle.

Ficou curioso?  Você pode conferir todas as fotos do ensaio no Instagram da fotógrafa Isabelle Marinho pelo @vemflorir_ .

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