Motocross Freestyle, uma modalidade radical no ar

Quando se fala em Motocross, a adrenalina logo vem à cabeça das pessoas. Pela sua forma radical e cheia de obstáculos naturais nas pistas de terra, que fazem os pilotos saltarem com as motos, uma nova ideia surgiu, fugindo da corrida e fazendo com que o esporte seja ainda mais surpreendente.

O Motocross Freestyle (FMX) é um estilo livre que nasceu devido aos motociclistas buscarem maiores emoções, realizando manobras acrobáticas no ar. São elas que valem pontuação nas competições, nas quais juízes consideram estilo, nível técnico, reação do público, criatividade e melhor percurso. Ela exige mais técnica, prática e muito treino dos competidores para que sejam executadas de maneira precisa e segura.

A modalidade também proporciona shows aos fãs. Em 2001, um dos mais importantes pilotos do país, Jorge Negretti, criou uma rampa móvel e reuniu pilotos de FMX em apresentações pelo Brasil, feitas com saltos sobre caminhões que atingem em média 10 metros de altura e 25 metros de comprimento. O “Jorge Negretti Motocross Show” realiza, há mais de 15 anos, diversas apresentações nos principais eventos como etapas de Fórmula Truck, Desafio Internacional das Estrelas e Salão Duas Rodas.

Negretti é campeão com dez títulos nacionais, campeão latino americano e sul americano de Motocross. Participou de disputas em supercross, arenacross, supermoto e enduro, e tem uma carreira bem sucedida em pistas de terra. Além disso, é considerado um pioneiro em FMX. “Sempre tive facilidade em saltar, então na época não foi muito difícil começar a fazer manobras. No começo, elas eram consideradas gracinhas, a modalidade ainda não existia”, conta.

Algumas manobras do esporte são Heel Clicker, uma das mais fáceis na qual o piloto abraça as pernas fazendo tocar os calcanhares à frente; Superman Seat Grab; Hart Atack; Bar Hope; Tsunami; Cliff Hanger; Cordoba e o Backflip, uma das mais recentes e que pouquissimos pilotos no Brasil executam. Nela, o piloto e a moto dão uma volta completa no ar, um 360º. “Tem que colocar a criatividade à prova, é quando a gente corre o maior risco, porque quando você está acostumado a fazer uma manobra, o risco diminui. Mas para criar algo novo é bem complicado”, diz Negretti.

As motos utilizadas na modalidade são vindas do Motocross, mas com algumas adaptações. As mais utilizadas para o FMX são as de 250 cilindradas, com peso de aproximadamente 98 quilos e motores de dois tempos para uma arrancada mais explosiva, que alcance uma boa velocidade em pouco espaço, e assim voem entre as rampas montadas.

“Sempre fui apaixonado por Motocross e acompanho competições internacionais pela internet. Mas acho que a maioria das pessoas sejam atraídas ainda mais pelo Motocross estilo livre, devido à dificuldade das manobras realizadas no ar que realmente impressionam. Acredito que isso é muito bom para o incentivo do esporte, pois chama atenção e por consequência atrai patrocinadores”, opina Lucas Negretti, estudante de engenharia civil.

*Publicado originalmente no jornal Expressão

Jorge Negretti praticando os saltos / Foto: Arquivo pessoal
Jorge Negretti praticando os saltos / Foto: Marcelo Marafante

 

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s