Body Paint ganha espaço e impressiona no meio artístico

Muros, postes e prédios abandonados saem de cena e entram coxas, seios, pernas e várias outras partes do corpo feminino… Assim surgiu o grafite corporal, ou como é popularmente conhecido, body grafitti ou body paint. Inspirado no grafite comum, que surgiu nas periferias em meados dos anos 70, o grafite corporal apareceu recentemente como uma forma de inovar e dar uma nova cara à arte das ruas.

As manifestações artísticas que envolvem o uso do corpo, por outro lado, são muito antigas, tendo sido utilizadas desde antes dos anos 60 como forma de protesto, porém, só ao final dos anos 90 que passaram a possuir aspectos mais modernos com traços inspirados em outras vertentes da arte, como é o caso do body grafitti.

Atualmente existem artistas que se especializam apenas nesse tipo de arte, que apesar de passageira – sai com água – causa impacto e chama atenção sempre que exposta em lugares públicos, como é o caso do tatuador e grafiteiro Fábio Ayabe. “Eu entrei no body paint por causa do grafite, tentando achar uma nova maneira de mostrar minha arte. Acredito que o que diferencia os dois é só o suporte e a técnica. Já fiz muitos trabalhos nesse estilo, principalmente em eventos e penso em um dia fazer um projeto pra expor os trabalhos. A arte no corpo, apesar de durar pouco, deixa uma impressão”, conta Fábio, também conhecido como Tigone.

O body paint já é realizado em grandes eventos, como no caso do Tattoo Week (Convenção Internacional de Tatuadores e Body Piercings no Brasil), onde existem stands próprios para esse tipo de arte. Além disso, há também sites como o Shriiimp, que exibe fotos de artes realizadas por grafiteiros em diversos lugares do mundo. A arte está se expandindo cada vez mais, mas ainda existe um certo preconceito com o grafite corporal, principalmente por parte do público mais conservador já que muitas vezes ele é realizado em garotas nuas, servindo como uma “roupa” e escondendo seu corpo.

“Eu já servi como modelo para muitos grafiteiros e alguns fazem a arte apenas na perna ou nos braços, outros pintam o corpo inteiro. Acredito que tudo depende do lugar onde vamos fazer o evento, muita gente ainda tem problema com a nudez’’, relata Fernanda Lima, modelo fotográfica.

Corpo feminino se torna tela em novas formas de manifestação artística / Foto: Arquivo pessoal
Corpo feminino se torna tela em novas formas de manifestação artística / Foto: Arquivo pessoal

 

 

 

 

 

 

 

 

*Publicado originalmente no jornal Expressão

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