
Desde a estreia de Avatar nos cinemas no final do ano passado, uma nova onda vem tomando conta das produções em Hollywood: a exibição de filmes em 3D. Mas o que é mesmo isso e que diferença faz para o público que paga por um ingresso para assistir a um filme?
Bem, em primeiro lugar, continua se tratando de um filme com roteiro, personagens e tudo mais que a gente já estava acostumado. A diferença é que, além de assisti-lo, de agora em diante a platéia pode entrar no universo de cada produção cinematográfica, seja ela de amor, de guerra, de fantasia ou qualquer outro gênero.
Quem ainda não assistiu a um filme em 3D (como eu, até recentemente) não faz ideia da diferença que faz ter uma grande noção espacial de cada cena. Com a novidade, é possível perceber claramente quem está na frente de quem, as coisas se aproximando ou se afastando, chegando até mesmo a saltar da tela diante de nossos olhos. Imagine assistir a um filme de guerra participando de cada ação a esse nível? Deve ser uma experiência um tanto quanto perigosa para quem tem problemas de cardíacos.
Mas como funciona mesmo?
O cinema em 3D é na verdade uma ilusão de ótica que usa a tecnologia Imax, que é um sistema desenvolvido na década de 80 que permite a projeção de filmes em telas que podem alcançar o tamanho de um prédio de seis andares.
Na projeção convencional de cinema e também na televisão, a imagem ocupa apenas a parte central da retina e o resto do que se vê ao redor não permite que quem a assiste perca a noção de onde está. Já na projeção em 3D toda a retina é ocupada pela tela, o que acaba tornando a experiência muito mais vívida, parecendo que a própria platéia está dentro do cenário assitindo a tudo de pertinho dos personagens.
Pesquisando na internet, encontrei no site Adoro Física a seguinte explicação sobre o funcionamento da transmissão em 3D:
Quando se olha para algo, cada olho vê uma imagem plana de ângulos ligeiramente diferentes entre si. O cérebro combina tudo numa única imagem tridimensional. O sistema Solido usa dois projetores. Os espectadores recebem óculos com lentes de cristal líquido para criar o efeito de três dimensões.
1.A lente do olho direito é escurecida enquanto um projetor apresenta a imagem dirigida ao olho esquerdo
.
2.A seguir, com o olho esquerdo tapado, inverte-se o processo. Como tudo acontece rapidamente, o cérebro une as duas imagens, dai resultando o efeito 3-D.
3.0 cinema de tela côncava aumenta a ilusão ao impedir que o espectador veja onde termina a imagem.
Para mais informações sobre o assunto clique aqui.

As pedras no caminho do cinema 3D
Grande tem sido a discussão se o 3D é o futuro do cinema. Alguns têm alegado que sim e ponto. Outros o vêem apenas como mais uma onda passageira, como o próprio 3D, claro que em situação bastante inferior à atual, já foi há mais de 20 anos.
Um ponto que vem chamando a atenção e sendo pouco discutido é que nem todos os espectadores estão se dando bem com a nova tecnologia. Pesquisas de uma universidade estadunidense apontam que devido ao esforço mental que assistir a um filme em 3D exige, muitas pessoas estão sentido um certo desconforto acompanhado de dores de cabeça durante uma sessão prolongada em 3D.
De acordo com a médica e professora de oftalmologia da Universidade de Rochester em Nova York, Deborah Fiedman, as ilusões que vemos em três dimensões não são as mesmas que o olho e o cérebro interpretam no cotidiano, pois a visão tem que trabalhar mais para se ajustar ao ângulo da imagem. “É um novo esforço que o cérebro não está acostumado”, explica.
As discussões são válidas e estão longe de chegar ao final. O importante é que sejam feitas cada vez mais pesquisas para que esses problemas sejam corrigidos e o 3D possa ser apreciado por todos para que cada um possa chegar à sua conclusão sobre o assunto.